[{"data":1,"prerenderedAt":-1},["ShallowReactive",2],{"grammar-page-pt-subida-do-clitico-em-locucoes-verbais":3,"grammar-exercises-by-page-019f7f71-bfd7-7adb-bc7a-56f4b313fb5d":23},{"id":4,"title":5,"slug":6,"seoDescription":7,"content":8,"language":9,"level":10,"displayOrder":11,"grammarTopics":12,"createdAt":19,"updatedAt":20,"generatorCategories":21,"readyImages":22},"019f7f71-bfd7-7adb-bc7a-56f4b313fb5d","Subida do clítico em locuções verbais","subida-do-clitico-em-locucoes-verbais","Aprende a subida do clítico em locuções verbais portuguesas, quando o pronome átono se liga ao verbo principal em vez do infinitivo. Nível B2.","## Um pronome, dois verbos\n\nNuma locução verbal, um verbo finito combina-se com infinitivo, gerúndio ou particípio. O pronome átono pode depender semanticamente do verbo principal, mas ligar-se ao verbo mais alto.\n\n> *Quero explicar-**lhe** a situação.*\n>\n> *Quero-**lhe** explicar a situação.*\n\nNa segunda frase, **lhe** é complemento de *explicar*, mas aparece junto de *quero*. Este movimento é chamado **subida do clítico**.\n\n:::tip\nPara descobrir a função do pronome, pergunta qual verbo seleciona o complemento: explica-se algo **a alguém**. A posição gráfica não muda essa relação.\n:::\n\n## Com e sem subida\n\nNo português europeu, vários verbos modais, temporais e aspetuais admitem as duas posições.\n\n| Sem subida | Com subida |\n|---|---|\n| *Posso dizer-lhe a verdade.* | *Posso-lhe dizer a verdade.* |\n| *Vou encontrá-lo amanhã.* | *Vou-o encontrar amanhã.* |\n| *Quero vê-la hoje.* | *Quero-a ver hoje.* |\n| *A Marta começou a sentir-se melhor.* | *A Marta começou-se a sentir melhor.* |\n\nCom **o, a, os, as**, a ligação ao infinitivo altera a forma: *ver + a → vê-la*. Se o clítico sobe, liga-se ao verbo finito: *quero-a ver*.\n\n## O efeito dos fatores de próclise\n\nQuando o clítico sobe, a sua posição em relação ao verbo finito segue as regras normais. Sem fator, aparece em ênclise; com negação, relativo ou interrogativo, aparece em próclise.\n\n:::example\nSem fator: *Posso-**lhe** explicar o problema.*\n\nCom negação: *Não **lhe** posso explicar o problema.*\n\nCom relativo: *O problema que **lhe** quero explicar é urgente.*\n:::\n\nTambém é possível manter o clítico no infinitivo: *Não posso explicar-**lhe** o problema*; *O problema que quero explicar-**lhe** é urgente*. Assim, o fator de próclise não obriga o pronome a subir.\n\n## Infinitivo, preposição e limites\n\nA subida é frequente com verbos como **poder, dever, querer, ir, começar a** e **estar a**:\n\n- *Estou-**me** a preparar* \u002F *Estou a preparar-**me***;\n- *Devo-**lhe** responder* \u002F *Devo responder-**lhe***;\n- *Vamo-**nos** encontrar* \u002F *Vamos encontrar-**nos***.\n\nNem toda a sequência de dois verbos forma um domínio que permita subida. Se o infinitivo constituir uma oração mais independente, o pronome fica junto dele: *Prometi ajudar-**te***. A frase *Prometi-**te** ajudar* também existe, mas nela **te** é o destinatário da promessa, não o complemento de *ajudar*. Certas preposições bloqueiam a subida: *Acabou por encontrá-**lo***, não *acabou-**o** por encontrar*.\n\n:::warning\nNão apliques a subida apenas porque há dois verbos. A construção tem de formar um complexo verbal compatível com esse processo.\n:::\n\n## O particípio não recebe o clítico\n\nNos tempos compostos com particípio, o pronome liga-se ao auxiliar, porque o particípio não funciona como hospedeiro do clítico.\n\n| Correto | Incorreto |\n|---|---|\n| *Tenho-o visto muitas vezes.* | *Tenho visto-o muitas vezes.* |\n| *Já lhe tinham contado tudo.* | *Já tinham contado-lhe tudo.* |\n\nCom um fator de próclise, o pronome fica antes do auxiliar: *Nunca **o** tinha visto*; *Sei que **lhe** tinham contado*. Aqui, a posição alta não é uma alternativa estilística livre: o particípio não aceita ênclise.\n\n## Variação no espaço lusófono\n\nNo português europeu, a subida é produtiva: *vou-**te** contar* alterna com *vou contar-**te***. No português brasileiro falado, é muito comum colocar o pronome antes do verbo principal: *vou **te** contar*, sem hífen. A escrita formal brasileira pode escolher outras soluções conforme a norma e o pronome usado.\n\nNas variedades africanas, coexistem padrões próximos do europeu e extensões da próclise, com diferenças entre países e falantes. Podem surgir tanto construções com subida como sequências semelhantes a *vou te contar*.\n\nPara analisar uma locução:\n\n1. identifica o verbo de que o pronome é complemento;\n2. verifica se os verbos formam um complexo compatível;\n3. escolhe manter o clítico em baixo ou fazê-lo subir;\n4. se subir, aplica ao verbo finito os fatores de próclise;\n5. nunca ligues o clítico por ênclise a um particípio.","pt","B2",141,[13],{"id":14,"name":5,"level":10,"language":9,"isCompleted":15,"completionPercentage":16,"totalExercises":17,"completedExercises":16,"vocabularyLists":18},"019f7f71-bb10-74df-baa6-ee77a3892e55",false,0,2,[],"2026-07-20T12:13:08+00:00","2026-07-20T12:15:37+00:00",[],[],[24,31],{"@id":25,"@type":26,"id":27,"grammarPage":28,"title":29,"instructions":30,"displayOrder":16,"isCompleted":15},"\u002Fapi\u002Fgrammar_exercises\u002F019f7f71-f2ea-7253-8af0-b4568a46125d","GrammarExercise","019f7f71-f2ea-7253-8af0-b4568a46125d","\u002Fapi\u002Fgrammar_pages\u002F019f7f71-bfd7-7adb-bc7a-56f4b313fb5d","Com e sem subida","Distingue a posição alta, junto do verbo finito, da posição baixa, junto do infinitivo. Quando ambas são possíveis, reconhece as duas sem as tratar como erros.",{"@id":32,"@type":26,"id":33,"grammarPage":28,"title":34,"instructions":35,"displayOrder":36,"isCompleted":15},"\u002Fapi\u002Fgrammar_exercises\u002F019f7f71-f302-79cc-93ca-32ca81044a5d","019f7f71-f302-79cc-93ca-32ca81044a5d","Limites, particípios e variação","Decide se a subida é possível, bloqueada ou obrigatoriamente alta. Distingue também os padrões europeus, brasileiros e africanos descritos.",1]