B1 · IntermediatePortuguese

Sujeito depois do verbo em contextos frequentes

By the flumi team About 4 min read Practice exercises

Duas ordens possíveis

Em português, o sujeito costuma aparecer antes do verbo, mas pode surgir depois dele. A ordem escolhida depende do tipo de verbo, do contexto e da informação que queremos destacar.

Sujeito antes do verbo Sujeito depois do verbo
O diretor entrou. Entrou o diretor.
Dois clientes chegaram. Chegaram dois clientes.

A primeira ordem apresenta facilmente o sujeito como tema. A segunda destaca muitas vezes o acontecimento e introduz a pessoa ou coisa que surge nesse acontecimento.

— O que aconteceu durante a reunião?

Entrou um funcionário e apareceu um problema no sistema.

Chegadas, aparecimentos e mudanças

A ordem verbo–sujeito é frequente com verbos que apresentam uma chegada, um aparecimento, um início ou um fim.

  • Chegou o autocarro.
  • Apareceram novas oportunidades.
  • Começou a reunião.
  • Terminou o jogo.
  • Aconteceu um acidente.

Nestes exemplos, o falante concentra-se primeiro no evento. Esta ordem é especialmente natural quando o sujeito é informação nova.

Depois de um lugar ou momento

Uma expressão de lugar ou de tempo pode abrir a frase; depois aparecem o verbo e o sujeito.

Na sala estavam três candidatos.

À porta esperava uma jornalista.

Nesse momento começou a discussão.

Esta organização cria um cenário antes de apresentar quem está nele ou o que acontece. A ordem com o sujeito antes do verbo também pode ser correta, mas dirige a atenção de outra maneira: Três candidatos estavam na sala.

Perguntas e discurso direto

Com um sujeito expresso por um nome, a ordem verbo–sujeito é comum em perguntas:

  • Quando chega o próximo comboio?
  • Onde trabalha a tua irmã?
  • Como começou o problema?

Também aparece depois de verbos que introduzem uma fala, sobretudo na escrita:

— Amanhã volto cedo — disse a Marta.

— Não se preocupem — acrescentou o médico.

Não é obrigatório inverter todas as perguntas. A ordem depende do tipo de pergunta e daquilo que já é conhecido no contexto.

A concordância mantém-se

Mesmo depois do verbo, o nome continua a ser o sujeito. Por isso, o verbo concorda com ele em número.

Singular Plural
Chegou o convidado. Chegaram os convidados.
Falta um minuto. Faltam dez minutos.
Basta uma assinatura. Bastam duas assinaturas.

Não confundas o sujeito posposto com um complemento direto. Em Chegaram os alunos, os alunos pratica ou protagoniza a chegada e determina o plural de chegaram.

O verbo haver existencial é uma exceção importante: dizemos Há duas cadeiras, sempre no singular, porque essa construção é impessoal.

Escolher a ordem mais natural

Usa a ordem verbo–sujeito sobretudo para:

  1. apresentar uma pessoa ou coisa nova;
  2. destacar uma chegada, um aparecimento, um início ou um fim;
  3. construir certas perguntas;
  4. identificar quem fala depois de uma citação;
  5. apresentar primeiro um lugar ou momento.

Lê a frase em contexto. Se a pergunta implícita for «O que aconteceu?», é natural responder Chegou uma encomenda. Se a conversa já for sobre a encomenda, A encomenda chegou pode ser mais natural.

As duas ordens podem ser gramaticais, mas não são sempre neutras. A posição final do sujeito costuma dar mais destaque à sua entrada na situação ou à informação nova que ele transmite.

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Last updated July 20, 2026

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